Por Indira Naiara
Segundo dados do Ministério do Trabalho, mais de 70% das empregadas domésticas da Bahia não têm carteira assinada. Esse tipo de ilegalidade faz com que as trabalhadoras não tenham direitos básicos do trabalhador como: férias, décimo terceiro, licença maternidade, aposentadoria, entre outros. Na luta pelo direito desta categoria, se destaca a ex- empregada doméstica e atual presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos (Fenatrad), Creuza Maria Oliveira.
Creuza Oliveira tem grande importância na luta pelo direito das secretárias do lar. Ela fundou em 1986 a Associação Profissional das Domésticas e participou da criação do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas da Bahia em 1990. Sua militância ganhou destaque nacional e internacional. Por seu trabalho, ela recebeu diversos prêmios. Dentre eles estão o Prêmio Cláudia 2003 na categoria trabalho social, um prêmio de Direitos Humanos do Governo Federal pelo trabalho de combate ao trabalho infantil e o Troféu Clementina de Jesus. Também concorreu com mais mil mulheres ao Nobel da Paz.
De acordo com a presidente da Fenatrad, o desrespeito às empregadas domésticas é um problema histórico e ocorre principalmente por causa da falta de conscientização do empregador que legaliza – seja por falta de informação ou negligência - a funcionária e também da própria empregada que muitas vezes não reconhece a importância do seu trabalho.
O trabalho do sindicato fica ainda mais difícil quando se trata de uma categoria muito dispersa e sem conhecimento dos seus direitos. O Fenatrad esbarra na falta de envolvimento das mulheres com a política. “As mulheres não foram educadas para fazer política e por isso não se envolvem com os problemas da categoria e não enxergam o sindicato como um espaço de luta pela cidadania”, diz Creuza.
Dados do Fenatrad indicam que dos 500 mil empregados domésticos que existem na Bahia, somente 4000 são sindicalizados e que desta parcela poucos são atuantes. Os números são mais alarmantes, quando se constatou que a maior parte dos associados buscou uma associação depois de algum problema no exercício da profissão.
O Sindicato das Empregadas Domésticas desenvolve diversos trabalhos para a conscientização das trabalhadoras. São realizados cursos de formação da cidadania, projetos de combate ao trabalho infantil, assédio moral, sexual, discriminação racial e elevação da escolaridade. Creuza Oliveira informa que o sindicato junto com os governos federal e estadual está desenvolvendo um projeto para a formação de turmas especiais para empregadas domésticas. “Ninguém escolhe ser doméstica, é um trabalho que vem por necessidade e aumentar o grau de escolaridade destas mulheres é dar a elas condição de buscar oportunidade em outras áreas de trabalho”, afirma Creuza.
Em parceria com estes trabalhos o sindicato também busca, junto aos governantes, melhores condições de moradia para as domésticas. Segundo Creuza, já começaram a ser construídas casas populares destinadas a estas trabalhadoras em Salvador e em Lauro de Freitas.
Patrão X Doméstica
A relação entre patrões e o sindicato tem melhorado, mas mesmo assim, muitos ainda se mostram resistentes nas discussões sobre o respeito aos direitos do trabalhador. “Antigamente recebíamos ameaças dos patrões, mas agora alguns reconhecem o nosso trabalho e até vêm ao sindicato tirar dúvidas e ligam para a gente pedindo referências sobre as domésticas”, comenta.
Ainda é muito comum os patrões explorarem as suas domésticas, não cumprindo o que é garantido por lei. No entanto, existem também aqueles que crêem que é necessário respeitar os direitos desta categoria. Patrícia Rocha Ramos, que é síndica do Condomínio Seringueira, diz que todo trabalhador tem direitos garantidos por lei e com as empregadas domésticas isto não deve ser diferente. Patrícia ainda declara que assinar a carteira destas trabalhadoras não traz benefícios somente para as funcionárias, mas também protege o empregador de problemas futuros. “Ao ser demitida em situação irregular – como a que ocorre comumente - a trabalhadora pode buscar seus direitos na justiça e o patrão poderá ser obrigado a pagar o que lhe deve com juros. Neste caso o prejuízo é muito maior”, diz Patrícia.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
O GOL DA VIDA
Por Indira Naiara
Ser jogador de futebol é sonho de muitos meninos brasileiros. Mas será que o mercado da bola é capaz de absorver tantos funcionários? De acordo com o administrador das categorias de base do Esporte Clube Bahia, Luvio Trevisan, está cada dia mais difícil um garoto se profissionalizar, pois a concorrência é muito grande e por isso a maioria deles vai ficar pelo meio do caminho.
Segundo Trevisan, no Bahia, aparecem por dia cerca de dez garotos em busca de uma oportunidade. A maioria deseja ser atacante, posição que garante mais destaque ao atleta já que são eles os responsáveis por balançar as redes.
São cinco as categorias de base: fraldinha ou mirim composta por garotos com idade entre 11 e 13 anos, infantil de 14 e 15 anos, juvenil de 16 e 17 anos e os juniores A e B com garotos de 18 a 20 anos. A partir desta última categoria os que se destacam partem para a equipe profissional. Todos eles treinam de segunda a sábado e os horários são definidos pela comissão técnica. O tempo de treinamento varia de acordo com a categoria que o garoto pertence, com um tempo máximo de duas horas diárias.
A vontade de ser jogador de futebol é tão grande que muitos deles deixam de viver junto às suas famílias. É o caso de Marcos Vinícius, que saiu de Valença para Salvador e há cinco anos está no Bahia. Ele atua como zagueiro na equipe Junior. Marcos disse que ainda estuda e cursa o 3º ano do ensino médio, mas ele fala que seu grande desejo é se profissionalizar e jogar em algum time europeu.
Esses garotos vêem o futebol como a única chance de realização profissional, tanto que alguns chegam a abandonar a escola para se dedicar exclusivamente ao esporte. Everton Jorge é um deles. Everton tem 18 anos e atua como meia na equipe tricolor. Ele cursou até o segundo ano do ensino médio e disse ter deixado os estudos para poder ter mais tempo para o futebol, pois pertence à última categoria antes da profissionalização.
No Vitória, segundo o coordenador das divisões de base João Paulo Sampaio, são realizados testes para seleção três vezes por semana e durante este período cerca de 60 atletas são avaliados. De acordo com Sampaio a volta do clube à primeira divisão fez com que aumentasse o número de garotos em busca de uma vaga no time.
A rotina de treinamento também varia de acordo com a categoria que o menino pertence. Atletas de 10 a 14 anos treinam três vezes por semana e os de 15 a 18 treinam todos os dias.
Conforme Sampaio, existem 60 atletas das categorias de base que vieram de outras cidades e estados e quem se responsabiliza pela educação deles é o Vitória. Por isso, o clube tem convênios com escolas e curso de inglês e disponibiliza um ônibus e duas vans que fazem o transporte destes meninos.
O Esporte Clube Vitória, possui duas assistentes sociais, que de acordo com o João Paulo Sampaio, são responsáveis por acompanhar o desempenho dos garotos no colégio. Elas se responsabilizam por verificar notas e freqüências e pelas aulas de reforço. Segundo o coordenador, o clube cobra muito a freqüência dos atletas na escola e nos casos de muitas faltas injustificadas, os garotos sofrem punições como, por exemplo, não viajar para participar de competições. De acordo com Sampaio,o clube incentiva os garotos a darem continuidade a seus estudos, mesmos após terem concluído o ensino médio. Na equipe júnior existem cinco atletas que cursam o nível superior. Destes, dois fazem Educação Física e os outros Direito, Fisioterapia e Administração, afirma Sampaio.
Matéria: trabalho apresentado à disciplina de Oficina de Jornalismo Impresso 5º semestre
“QUEM NÃO AMOU A ELEGÂNCIA SUTIL DE BOBÔ”
No dia 28 de novembro de 1962, nascia em Senhor do Bonfim o quarto filho de Seu Florisvaldo e de D. Tieta, Raimundo Nonato Tavares da Silva. Não ficou conhecido pelo seu nome de batismo, mas sim pelo apelido que ganhou da sua irmã Rita, que não sabia pronunciar o seu nome.
Bobô, um dos maiores ídolos do futebol baiano, começou a praticar o esporte muito cedo em times amadores, tanto que precisava da autorização dos pais para poder jogar. Iniciou no futebol profissional em um time de sua cidade chamado Bahia Jovem e jogou durante um ano na seleção de Senhor do Bonfim.
Com 17 anos fez um teste para a Catuense e foi aprovado. Jogou durante quatro anos no clube e foi eleito melhor meia-direita do estado por duas vezes.
Seu destaque no interior chegou até a capital e em 1986 veio para o Bahia, time do seu coração. No tricolor o craque dono da camisa oito viveu os melhores momentos de sua carreira. Foi tri-campeão baiano e conquistou o título mais importante do estado, o campeonato brasileiro de 1988.
Diante do Internacional de Porto Alegre, Bobô fez dois gols na Fonte Nova e com o empate sem gols no Beira Rio o tricolor baiano sagrou-se campeão e o meia foi eleito o melhor jogador do Brasil.
Ainda no Bahia, Bobô foi convocado para a seleção brasileira. Mesmo com uma passagem rápida e prejudicada por uma contusão, o atleta considerou a convocação muito importante, pois havia muito tempo que um jogador de um clube nordestino não era convocado.
Bobô se considerava um meia artilheiro e realmente era. Durante a sua carreira marcou 258 gols e entre eles têm alguns muito especiais. Além dos que foram marcados na final de 88, em 86 no jogo Bahia e Operário ele marcou um verdadeiro gol de placa e foi o homenageado pela ABCD. Foi o único atleta a receber uma homenagem por um gol bonito na Fonte Nova.
Bobô saiu do Bahia para o São Paulo em 1989 e foi a maior transação do futebol feita na época. Neste mesmo ano foi campeão paulista e vice brasileiro. Do São Paulo foi para o Flamengo onde jogou por apenas seis meses, mas suficientes para deixar a sua marca de conquistador de títulos. Foi campeão da Copa do Brasil e o artilheiro do time com 17 gols.
Em 1991 foi para o Fluminense do Rio de Janeiro, time que o seu pai torcia. No Flu, Bobô foi vice-campeão da Copa do Brasil, terceiro do brasileirão e campeão da Taça Guanabara.
Em 1993 Bobô volta ao futebol paulista jogando pelo Corinthians. Uma passagem muito curta onde conquistou o vice paulista. No segundo semestre do mesmo ano Bobô foi para o Inter –RS time que derrotou no campeonato brasileiro de 88.
Em 1995 de volta à Boa Terra, Bobô disputou o campeonato baiano pela Catuense e no segundo semestre voltou para o tricolor baiano onde encerrou a carreira em 1997.
Bobô saiu de campo mas nunca abandonou o futebol. Começou a trabalhar como apresentador na rede Bandeirantes, e vindo do craque não podia se esperar outra coisa a não ser o destaque. Foi muito elogiado e convidado pela empresa para ser comentarista na Copa da França.
Depois do trabalho como apresentador Bobô voltou ao Bahia como superintendente das divisões de base, setor do clube que andava meio esquecido. Seu trabalho no Fazendão foi muito importante, pois o Bahia voltou a conquistar títulos com os times de base e a revelar jogadores.
Como técnico passou por duas fases uma boa e outra ruim, mas mesmo assim não deixou de conquistar títulos. Foi campeão do Nordeste em 2002, último título do tricolor. O craque disse ter gostado muito de trabalhar como técnico e que ficaria muito feliz se voltasse a exercer o cargo.
Atualmente Bobô está de volta a TV apresentando o programa Esporte Total Bahia na Bandeirantes. Bobô diz se considerar muito mais um comentarista do que um apresentador e que gosta do trabalho por poder falar de algo que ele entende.
Dono de um toque de bola refinado capaz de inspirar até o mestre Caetano Veloso, Bobô diz se sentir realizado no futebol. Por onde passou conquistou títulos e admiradores e ainda hoje é lembrado por muitas pessoas e tido como ídolo até por quem nunca o viu jogar.
Perfil: trabalho apresentado as disciplinas de Língua Portuguesa e Oficina de Texto no 1º semestre
Bobô, um dos maiores ídolos do futebol baiano, começou a praticar o esporte muito cedo em times amadores, tanto que precisava da autorização dos pais para poder jogar. Iniciou no futebol profissional em um time de sua cidade chamado Bahia Jovem e jogou durante um ano na seleção de Senhor do Bonfim.
Com 17 anos fez um teste para a Catuense e foi aprovado. Jogou durante quatro anos no clube e foi eleito melhor meia-direita do estado por duas vezes.
Seu destaque no interior chegou até a capital e em 1986 veio para o Bahia, time do seu coração. No tricolor o craque dono da camisa oito viveu os melhores momentos de sua carreira. Foi tri-campeão baiano e conquistou o título mais importante do estado, o campeonato brasileiro de 1988.
Diante do Internacional de Porto Alegre, Bobô fez dois gols na Fonte Nova e com o empate sem gols no Beira Rio o tricolor baiano sagrou-se campeão e o meia foi eleito o melhor jogador do Brasil.
Ainda no Bahia, Bobô foi convocado para a seleção brasileira. Mesmo com uma passagem rápida e prejudicada por uma contusão, o atleta considerou a convocação muito importante, pois havia muito tempo que um jogador de um clube nordestino não era convocado.
Bobô se considerava um meia artilheiro e realmente era. Durante a sua carreira marcou 258 gols e entre eles têm alguns muito especiais. Além dos que foram marcados na final de 88, em 86 no jogo Bahia e Operário ele marcou um verdadeiro gol de placa e foi o homenageado pela ABCD. Foi o único atleta a receber uma homenagem por um gol bonito na Fonte Nova.
Bobô saiu do Bahia para o São Paulo em 1989 e foi a maior transação do futebol feita na época. Neste mesmo ano foi campeão paulista e vice brasileiro. Do São Paulo foi para o Flamengo onde jogou por apenas seis meses, mas suficientes para deixar a sua marca de conquistador de títulos. Foi campeão da Copa do Brasil e o artilheiro do time com 17 gols.
Em 1991 foi para o Fluminense do Rio de Janeiro, time que o seu pai torcia. No Flu, Bobô foi vice-campeão da Copa do Brasil, terceiro do brasileirão e campeão da Taça Guanabara.
Em 1993 Bobô volta ao futebol paulista jogando pelo Corinthians. Uma passagem muito curta onde conquistou o vice paulista. No segundo semestre do mesmo ano Bobô foi para o Inter –RS time que derrotou no campeonato brasileiro de 88.
Em 1995 de volta à Boa Terra, Bobô disputou o campeonato baiano pela Catuense e no segundo semestre voltou para o tricolor baiano onde encerrou a carreira em 1997.
Bobô saiu de campo mas nunca abandonou o futebol. Começou a trabalhar como apresentador na rede Bandeirantes, e vindo do craque não podia se esperar outra coisa a não ser o destaque. Foi muito elogiado e convidado pela empresa para ser comentarista na Copa da França.
Depois do trabalho como apresentador Bobô voltou ao Bahia como superintendente das divisões de base, setor do clube que andava meio esquecido. Seu trabalho no Fazendão foi muito importante, pois o Bahia voltou a conquistar títulos com os times de base e a revelar jogadores.
Como técnico passou por duas fases uma boa e outra ruim, mas mesmo assim não deixou de conquistar títulos. Foi campeão do Nordeste em 2002, último título do tricolor. O craque disse ter gostado muito de trabalhar como técnico e que ficaria muito feliz se voltasse a exercer o cargo.
Atualmente Bobô está de volta a TV apresentando o programa Esporte Total Bahia na Bandeirantes. Bobô diz se considerar muito mais um comentarista do que um apresentador e que gosta do trabalho por poder falar de algo que ele entende.
Dono de um toque de bola refinado capaz de inspirar até o mestre Caetano Veloso, Bobô diz se sentir realizado no futebol. Por onde passou conquistou títulos e admiradores e ainda hoje é lembrado por muitas pessoas e tido como ídolo até por quem nunca o viu jogar.
Perfil: trabalho apresentado as disciplinas de Língua Portuguesa e Oficina de Texto no 1º semestre
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O SUPLEMENTO DE CULTURA DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS: IMPORTÂNCIA CULTURAL E AS MUDANÇAS OCORRIDAS NAS DÉCADAS DE 50, 60 E 70.
Em 1950 começou a ser publicado nas edições de domingo do Diário de Notícias, o Suplemento de Cultura. Trata-se de um espaço dedicado a temas como arquitetura, artes plásticas, literatura, poesia, cinema, filosofia, etc. Eram publicados artigos de intelectuais como Otto Maria Carpeaux, Eugênio Gomes, José Olympio, Olívio Montenegro, José Valladares, Gilberto Freyre, entre outros.
Na década de 50 existia uma coluna intitulada No Mundo da Prosa de da Poesia, escrita por Waldemar Cavalcanti. Esta coluna trazia sugestões para leitura e crítica sobre livros e autores.
Na coluna Um Conto por Semana eram publicados contos de diferentes autores como Guy Maupassant, Erskine Caldwell, Monteiro Lobato, Franz Kafka, Charles Baudelaire, etc.
Os textos do suplemento de cultura eram artigos, críticas de cinema, arte, literatura, música, entre outros. Também eram publicados poemas de Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Cecília Meirelles e João Cabral de Melo Neto.
O jornal Diário de Notícias pertencia ao conglomerado de empresas de comunicação Diários Associados, que era controlado pelo jornalista e empresário Assis Chateaubriand. Por se tratar de uma ramificação de uma cadeia nacional de jornais, o Diário de Notícias possuía um projeto gráfico melhor desenvolvido e articulistas de importância nacional que escreviam para os outros jornais do grupo.
Na década de 60, período áureo do suplemento de cultura, aumenta o número de páginas do caderno e ele passa a se chamar SDN Artes e Letras e suas primeira e última páginas passaram a ser impressas em duas cores. Primeiramente em amarelo e preto e depois, o verde substituiu o amarelo. Além da mudança de cores, sua vinheta passou a ser apresentada de diversas formas e começou a utilizar fotos para ilustrar as matérias. Esse estilo estava relacionado ao apoio do jornal as vanguardas estéticas. Suas matérias abordavam muitos temas pertinentes as Bienais de São Paulo, a Nouvelle Vague e ao Cinema Novo.
No Suplemento de Cultura do Diário de Notícias não havia espaço para a arte comercial, o entretenimento e o cinema de Hollywood. A televisão era duramente criticada neste caderno.
No ano de 1960 outros autores começam a participar da edição do jornal a exemplo de Glauber Rocha, Walter da Silveira, Florisvaldo Mattos, Clarival do Prado Valladares, Hamilton Correia, Assis Brasil, entre outros.
Os suplementos desta década traziam duas novas colunas: No Mundo do Rádio que falava sobre os compositores e o rádio baianos, era dirigida por Narciso Nery e Parada de Sucessos onde Jorge Machado Gomes informava sobre os discos mais vendidos da semana e as suas principais músicas.
O suplemento de cultura publicado no dia 17 de janeiro de 1960 apontou os melhores filmes do ano de 1959. Esta seleção foi feita por Walter da Silveira, Glauber Rocha, Florisvaldo Mattos, Paulo Gil Soares e Hamilton Correia. Alguns filmes apontados foram: Um Rosto na Noite dirigido por Luchino Visconti; Por Ternura Também se Mata por René Clair e O Pequeno Rincão de Deus por Anthonny Mann. Todos esses diretores também entraram na lista dos que se destacaram neste ano.
Glauber Rocha considerou o ano de 1959 ruim para o cinema e apontou alguns acontecimentos como justificativa: o surgimento da “nouvelle vague”; a morte de Gerard Phillippe; Kubrick dirige o grande espetáculo “Spartaco” rendendo-se a Hollywood; John Huston comparece muito fraco e comercializado em cinemascope; teatro filmado domina o cinema com a sub-literatura campeando e a morte do cinema italiano.
Algumas edições do Suplemento de Cultura eram dedicadas a temas específicos a exemplo do suplemento de 17 de janeiro de 1960 que dedicou a sua primeira página ao ensaísta, jornalista, teatrólogo e crítico argentino Albert Camus. Barreto Borges, Robert Luppé e Luis Carlos Maciel escreveram artigos comentando a participação de Camus na poesia, no teatro, pensamento e arte.
O suplemento de 2 de outubro de 1960 aproveitando a independência da Nigéria trouxe textos sobre o tema e a influência africana na Bahia. Fizeram parte deste caderno textos de Odorico Tavares (Escultura dos Candomblés), Pierre Vergé (Presença do Brasil na Nigéria) e Vivaldo Costa Lima escreveu sobre o ensino do Iorubá na Universidade da Bahia.
O período de declínio do Suplemento de Cultura começou em 1964 com o Golpe Militar e após a instauração do AI-5. As antigas matérias sobre cinema brasileiro e europeu perderam lugar. Com isso, temas antes não valorizados como o cinema e astros hollywoodianos, moda e culinária ganharam um espaço muito maior no caderno. Walter Zanini, Fausto Cunha, Lídia Besouchet, Corrêa Sá, Alfredo Lage e Nelly Novaes Coelho eram alguns dos jornalistas que faziam parte do suplemento neste período.
A ditadura militar interrompeu o ciclo de maior efervescência cultural da Bahia e artistas da época que ganharam visibilidade nacional com os seus movimentos culturais acabaram migrando para o sul do país entre eles João Gilberto e a sua percepção da Bossa Nova, Glauber Rocha com o Cinema Novo e por último Caetano Veloso e Gilberto Gil com o Tropicalismo. A imprensa baiana não viu mais um caderno cultural com a mesma qualidade do Suplemento de Cultura do Diário de Notícias.
Referencia Bibliográfica:
Suplementos de Cultura do Diário de Notícias, Salvador anos 1950, 59, 60 e 70.
MARIANO, Walter. Panorama das Artes Plásticas na Imprensa Baiana entre 1950 e 1970. (Monografia apresentada à disciplina Artes Visuais na Bahia do mestrado em Artes Visuais – Linha Teórica da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia), Salvador, 2003.
trabalho apresentado à disciplina de História do Jornalismo 4º semestre professor Luiz Guilherme
Hilton faz balanço sobre resultado das eleições
O ex-candidato à prefeitura de Salvador, Hilton Coelho, comenta o resultado das eleições municipais e diz que já esperava a reeleição de João Henrique. Hilton afirma que o PT não teve argumentos políticos para criticar a administração do seu adversário, pois só se afastou dela quando decidiu lançar candidatura própria. Hilton classificou como insossa a disputa do segundo turno e disse que a participação de Walter Pinheiro nos debates foi vergonhosa.
Ao falar da sua campanha, Hilton destacou o baixo investimento comparado ao dos outros candidatos e como ela ganhou as ruas. “Eu achei muito fácil esta campanha já que a gente sem recurso nenhum conseguiu metade dos votos de Antônio Imbassay”, comenta. Para Hilton esta eleição não teve um resultado melhor pois o PSOL é um partido novo e faltou tempo hábil para proporcionar a campanha uma reprodução maior.
Hilton Coelho critica a transposição do rio São Francisco
De acordo com o ex-candidato à prefeitura de Salvador, Hilton Coelho, o Governo Federal está deixando de ouvir diversos especialistas e conhecedores profundos do rio São Francisco ao insistir no projeto de transposição. Segundo Hilton este é um projeto que custará cerca de 5 bilhões aos cofres públicos mas, que beneficiará somente 4% da população que é formada por fazendeiros e grandes empresas do agro-negócio. Para Hilton, beneficiar estas empresas não seria muito rentável para o país, pois elas possuem isenção fiscal, praticam a monocultura e não gerariam muitos empregos já que a maioria das suas atividades é executada por máquinas. Hilton ainda afirma que com metade do dinheiro que será utilizado com a transposição, cerca de 80% da população do semi-árido seria beneficiada se o governo investisse em projetos para a construção de poços artesianos.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Por Indira Naiara
Para Hilton Coelho, fazer política é muito mais que se candidatar a um cargo no governo ou pertencer a algum partido. Ser político é se envolver com os problemas da população, participar de movimentos sociais e discutir possibilidades de mudanças para a comunidade. Foi assim que o candidato à prefeitura de Salvador pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) começou a construir a sua carreira política, quando tinha 16 anos e fazia parte da militância política do Partido dos Trabalhadores.
Hilton permaneceu no PT até o ano de 2004, quando, por causa de divergências políticas, ele e alguns outros integrantes do partido decidiram criar o PSOL. Para Hilton Coelho, o PT foi muito importante na construção da sua visão política, mas quando conseguiu chegar ao poder, com Lula na presidência, tomou um caminho diferente dos seus ideais e os propósitos de mudança se perderam.
Hilton Coelho diz que se decepcionou com a administração petista, pois para ele, o partido deixou de governar para a população e passou a defender os interesses de grandes grupos de empresários. Hilton diz que se chegar ao governo não pretende instalar o socialismo no país, mas, sim, governar sob a ótica socialista, defendendo os interesses da população.
A sua primeira candidatura foi em 2006, quando concorreu ao governo do Estado. Nesta eleição ele teve apenas 1% dos votos. Hilton justifica o seu fraco desempenho ao fato de ser desconhecido, pois além de ser a sua primeira candidatura era também estréia do PSOL em eleições.
Mas em 2008, Hilton fez uma campanha surpreendente. Apesar de ter ficado novamente em último lugar, o candidato se tornou mais conhecido e o seu jingle de campanha caiu no gosto popular. A música fez tanto sucesso, que para a população o candidato Hilton Coelho se transformou em Hilton 50.
Para o candidato, sua campanha de 2008 teve um saldo muito positivo. Mesmo com pouco dinheiro para investir, já que foi uma campanha bancada somente por integrantes do partido, sem grandes patrocinadores, ele conseguiu metade dos votos do terceiro colocado, Antonio Imbassahy, que foi prefeito da cidade por duas vezes. De acordo com o candidato esta campanha foi muito gratificante, pois adultos e crianças faziam questão de falar com Hilton 50.
Após as eleições, Hilton continua a sua militância política. Ele aproveita o fato de ter ficado mais conhecido para mobilizar a população pela revogação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) que foi duramente criticado na sua campanha. Hilton diz que ainda é cedo para pensar nas próximas eleições, mas que devido ao seu desempenho nos debates ganhou uma confiança muito grande por parte da população que pede que ele se candidate a deputado estadual.
Perfil: trabalho da disciplina Oficina de Jornalimo Impresso 5º semestre
Para Hilton Coelho, fazer política é muito mais que se candidatar a um cargo no governo ou pertencer a algum partido. Ser político é se envolver com os problemas da população, participar de movimentos sociais e discutir possibilidades de mudanças para a comunidade. Foi assim que o candidato à prefeitura de Salvador pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) começou a construir a sua carreira política, quando tinha 16 anos e fazia parte da militância política do Partido dos Trabalhadores.
Hilton permaneceu no PT até o ano de 2004, quando, por causa de divergências políticas, ele e alguns outros integrantes do partido decidiram criar o PSOL. Para Hilton Coelho, o PT foi muito importante na construção da sua visão política, mas quando conseguiu chegar ao poder, com Lula na presidência, tomou um caminho diferente dos seus ideais e os propósitos de mudança se perderam.
Hilton Coelho diz que se decepcionou com a administração petista, pois para ele, o partido deixou de governar para a população e passou a defender os interesses de grandes grupos de empresários. Hilton diz que se chegar ao governo não pretende instalar o socialismo no país, mas, sim, governar sob a ótica socialista, defendendo os interesses da população.
A sua primeira candidatura foi em 2006, quando concorreu ao governo do Estado. Nesta eleição ele teve apenas 1% dos votos. Hilton justifica o seu fraco desempenho ao fato de ser desconhecido, pois além de ser a sua primeira candidatura era também estréia do PSOL em eleições.
Mas em 2008, Hilton fez uma campanha surpreendente. Apesar de ter ficado novamente em último lugar, o candidato se tornou mais conhecido e o seu jingle de campanha caiu no gosto popular. A música fez tanto sucesso, que para a população o candidato Hilton Coelho se transformou em Hilton 50.
Para o candidato, sua campanha de 2008 teve um saldo muito positivo. Mesmo com pouco dinheiro para investir, já que foi uma campanha bancada somente por integrantes do partido, sem grandes patrocinadores, ele conseguiu metade dos votos do terceiro colocado, Antonio Imbassahy, que foi prefeito da cidade por duas vezes. De acordo com o candidato esta campanha foi muito gratificante, pois adultos e crianças faziam questão de falar com Hilton 50.
Após as eleições, Hilton continua a sua militância política. Ele aproveita o fato de ter ficado mais conhecido para mobilizar a população pela revogação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) que foi duramente criticado na sua campanha. Hilton diz que ainda é cedo para pensar nas próximas eleições, mas que devido ao seu desempenho nos debates ganhou uma confiança muito grande por parte da população que pede que ele se candidate a deputado estadual.
Perfil: trabalho da disciplina Oficina de Jornalimo Impresso 5º semestre
Mais um Bahia, mais um ano fora da série A.
Por Indira Naiara
Virou rotina para o torcedor do Bahia. A cada final de campeonato ao invés de comemoração o que vemos são lamentações. A nove rodadas para o fim da série B, o Bahia não tem mais chance de voltar à primeira divisão. Com isso, começa-se a busca por culpados. Mais um técnico já partiu. O quarto treinador do tricolor chega e recebe de presente um time sem motivação. A equipe ocupa o décimo primeiro lugar e está a onze pontos da zona de acesso. Não tem mais chance de subir, mas pelo menos parece que não vai cair.
É vergonhoso ver a situação do tricolor baiano nos últimos anos. Um time com um passado de glórias e que deste período o que restam são as lembranças e a torcida que sempre se manteve fiel. Desde 97, ano do primeiro rebaixamento de sua história, o Bahia não consegue se estabilizar. Título baiano? O tricolor não sabe o que é comemorar um desde 2001. Até a série C já foi visitada pelo clube.
O que fica bem claro é que a situação atual do tricolor deve-se a incompetência dos seus dirigentes. Pois se fosse bem administrado, o Bahia não estaria nestas condições. É um dos clubes que têm uma das maiores presenças de torcida em estádio, o que significa uma marca forte para atrair patrocinadores. Além de não utilizar bem esta marca os dirigentes deixaram de fazer algo importante para qualquer time que se considera grande. Aproveitar os atletas que vem das categorias de base. Mesmo que surja algum que se destaque, eles dão logo um jeito de vender por qualquer preço com a justificativa de que o clube está precisando de dinheiro.
A torcida protesta. Neste ano invadiram o Fazendão duas vezes e em uma delas houve pancadaria entre torcedores e jogadores. Mas, por mais que haja manifestações os caras não “largam o osso”. A única esperança de mudança ficou para 2011, ano para qual ficou acertado a mudança de Estatuto e a adoção de eleições diretas. Enquanto isso, 2008 acabando e o que podemos dizer: mais um Bahia, mais um ano sem títulos, mais um ano fora da série A e assim vão resumindo a sua história.
Artigo apresentado à professora Marlene Lopes da displina de Oficina de Jornalismo Impresso 5º semestre
Virou rotina para o torcedor do Bahia. A cada final de campeonato ao invés de comemoração o que vemos são lamentações. A nove rodadas para o fim da série B, o Bahia não tem mais chance de voltar à primeira divisão. Com isso, começa-se a busca por culpados. Mais um técnico já partiu. O quarto treinador do tricolor chega e recebe de presente um time sem motivação. A equipe ocupa o décimo primeiro lugar e está a onze pontos da zona de acesso. Não tem mais chance de subir, mas pelo menos parece que não vai cair.
É vergonhoso ver a situação do tricolor baiano nos últimos anos. Um time com um passado de glórias e que deste período o que restam são as lembranças e a torcida que sempre se manteve fiel. Desde 97, ano do primeiro rebaixamento de sua história, o Bahia não consegue se estabilizar. Título baiano? O tricolor não sabe o que é comemorar um desde 2001. Até a série C já foi visitada pelo clube.
O que fica bem claro é que a situação atual do tricolor deve-se a incompetência dos seus dirigentes. Pois se fosse bem administrado, o Bahia não estaria nestas condições. É um dos clubes que têm uma das maiores presenças de torcida em estádio, o que significa uma marca forte para atrair patrocinadores. Além de não utilizar bem esta marca os dirigentes deixaram de fazer algo importante para qualquer time que se considera grande. Aproveitar os atletas que vem das categorias de base. Mesmo que surja algum que se destaque, eles dão logo um jeito de vender por qualquer preço com a justificativa de que o clube está precisando de dinheiro.
A torcida protesta. Neste ano invadiram o Fazendão duas vezes e em uma delas houve pancadaria entre torcedores e jogadores. Mas, por mais que haja manifestações os caras não “largam o osso”. A única esperança de mudança ficou para 2011, ano para qual ficou acertado a mudança de Estatuto e a adoção de eleições diretas. Enquanto isso, 2008 acabando e o que podemos dizer: mais um Bahia, mais um ano sem títulos, mais um ano fora da série A e assim vão resumindo a sua história.
Artigo apresentado à professora Marlene Lopes da displina de Oficina de Jornalismo Impresso 5º semestre
Hilton 50 Critica a Política Econômica do Governo Lula
“O Brasil é uma espécie de imenso potencial andando de mãos dadas com a tragédia social”, afirma Hilton Coelho criticando a política econômica adotada pelo governo Lula. Para o ex- candidato à prefeitura de Salvador o país tomou um rumo errado na sua política econômica deixando de investir projetos sociais e abandonando a afirmação de sua soberania internacional, já que o Brasil junto com a Índia e com China era considerado um dos principais países emergentes.
Para Hilton Coelho, o Governo Federal peca especialmente quando deixa de investir em pesquisas científicas e citou diversos potenciais naturais do país a exemplo das terras agricultáveis, das reservas de água doce e da floresta amazônica.Hilton criticou principalmente a falta de investimentos em pesquisas na Amazônia que, de acordo com o ex-candidato, o país deixa de fazer diversas descobertas no mercado farmacêutico.
trabalho apresentado a professora Marlene Lopes de Oficina de Jornalismo Impresso 5º semestre
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