segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O SUPLEMENTO DE CULTURA DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS: IMPORTÂNCIA CULTURAL E AS MUDANÇAS OCORRIDAS NAS DÉCADAS DE 50, 60 E 70.



Em 1950 começou a ser publicado nas edições de domingo do Diário de Notícias, o Suplemento de Cultura. Trata-se de um espaço dedicado a temas como arquitetura, artes plásticas, literatura, poesia, cinema, filosofia, etc. Eram publicados artigos de intelectuais como Otto Maria Carpeaux, Eugênio Gomes, José Olympio, Olívio Montenegro, José Valladares, Gilberto Freyre, entre outros.
Na década de 50 existia uma coluna intitulada No Mundo da Prosa de da Poesia, escrita por Waldemar Cavalcanti. Esta coluna trazia sugestões para leitura e crítica sobre livros e autores.
Na coluna Um Conto por Semana eram publicados contos de diferentes autores como Guy Maupassant, Erskine Caldwell, Monteiro Lobato, Franz Kafka, Charles Baudelaire, etc.
Os textos do suplemento de cultura eram artigos, críticas de cinema, arte, literatura, música, entre outros. Também eram publicados poemas de Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Cecília Meirelles e João Cabral de Melo Neto.
O jornal Diário de Notícias pertencia ao conglomerado de empresas de comunicação Diários Associados, que era controlado pelo jornalista e empresário Assis Chateaubriand. Por se tratar de uma ramificação de uma cadeia nacional de jornais, o Diário de Notícias possuía um projeto gráfico melhor desenvolvido e articulistas de importância nacional que escreviam para os outros jornais do grupo.
Na década de 60, período áureo do suplemento de cultura, aumenta o número de páginas do caderno e ele passa a se chamar SDN Artes e Letras e suas primeira e última páginas passaram a ser impressas em duas cores. Primeiramente em amarelo e preto e depois, o verde substituiu o amarelo. Além da mudança de cores, sua vinheta passou a ser apresentada de diversas formas e começou a utilizar fotos para ilustrar as matérias. Esse estilo estava relacionado ao apoio do jornal as vanguardas estéticas. Suas matérias abordavam muitos temas pertinentes as Bienais de São Paulo, a Nouvelle Vague e ao Cinema Novo.
No Suplemento de Cultura do Diário de Notícias não havia espaço para a arte comercial, o entretenimento e o cinema de Hollywood. A televisão era duramente criticada neste caderno.
No ano de 1960 outros autores começam a participar da edição do jornal a exemplo de Glauber Rocha, Walter da Silveira, Florisvaldo Mattos, Clarival do Prado Valladares, Hamilton Correia, Assis Brasil, entre outros.
Os suplementos desta década traziam duas novas colunas: No Mundo do Rádio que falava sobre os compositores e o rádio baianos, era dirigida por Narciso Nery e Parada de Sucessos onde Jorge Machado Gomes informava sobre os discos mais vendidos da semana e as suas principais músicas.
O suplemento de cultura publicado no dia 17 de janeiro de 1960 apontou os melhores filmes do ano de 1959. Esta seleção foi feita por Walter da Silveira, Glauber Rocha, Florisvaldo Mattos, Paulo Gil Soares e Hamilton Correia. Alguns filmes apontados foram: Um Rosto na Noite dirigido por Luchino Visconti; Por Ternura Também se Mata por René Clair e O Pequeno Rincão de Deus por Anthonny Mann. Todos esses diretores também entraram na lista dos que se destacaram neste ano.
Glauber Rocha considerou o ano de 1959 ruim para o cinema e apontou alguns acontecimentos como justificativa: o surgimento da “nouvelle vague”; a morte de Gerard Phillippe; Kubrick dirige o grande espetáculo “Spartaco” rendendo-se a Hollywood; John Huston comparece muito fraco e comercializado em cinemascope; teatro filmado domina o cinema com a sub-literatura campeando e a morte do cinema italiano.
Algumas edições do Suplemento de Cultura eram dedicadas a temas específicos a exemplo do suplemento de 17 de janeiro de 1960 que dedicou a sua primeira página ao ensaísta, jornalista, teatrólogo e crítico argentino Albert Camus. Barreto Borges, Robert Luppé e Luis Carlos Maciel escreveram artigos comentando a participação de Camus na poesia, no teatro, pensamento e arte.
O suplemento de 2 de outubro de 1960 aproveitando a independência da Nigéria trouxe textos sobre o tema e a influência africana na Bahia. Fizeram parte deste caderno textos de Odorico Tavares (Escultura dos Candomblés), Pierre Vergé (Presença do Brasil na Nigéria) e Vivaldo Costa Lima escreveu sobre o ensino do Iorubá na Universidade da Bahia.
O período de declínio do Suplemento de Cultura começou em 1964 com o Golpe Militar e após a instauração do AI-5. As antigas matérias sobre cinema brasileiro e europeu perderam lugar. Com isso, temas antes não valorizados como o cinema e astros hollywoodianos, moda e culinária ganharam um espaço muito maior no caderno. Walter Zanini, Fausto Cunha, Lídia Besouchet, Corrêa Sá, Alfredo Lage e Nelly Novaes Coelho eram alguns dos jornalistas que faziam parte do suplemento neste período.
A ditadura militar interrompeu o ciclo de maior efervescência cultural da Bahia e artistas da época que ganharam visibilidade nacional com os seus movimentos culturais acabaram migrando para o sul do país entre eles João Gilberto e a sua percepção da Bossa Nova, Glauber Rocha com o Cinema Novo e por último Caetano Veloso e Gilberto Gil com o Tropicalismo. A imprensa baiana não viu mais um caderno cultural com a mesma qualidade do Suplemento de Cultura do Diário de Notícias.


Referencia Bibliográfica:
Suplementos de Cultura do Diário de Notícias, Salvador anos 1950, 59, 60 e 70.
MARIANO, Walter. Panorama das Artes Plásticas na Imprensa Baiana entre 1950 e 1970. (Monografia apresentada à disciplina Artes Visuais na Bahia do mestrado em Artes Visuais – Linha Teórica da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia), Salvador, 2003.
trabalho apresentado à disciplina de História do Jornalismo 4º semestre professor Luiz Guilherme

Hilton faz balanço sobre resultado das eleições


O ex-candidato à prefeitura de Salvador, Hilton Coelho, comenta o resultado das eleições municipais e diz que já esperava a reeleição de João Henrique. Hilton afirma que o PT não teve argumentos políticos para criticar a administração do seu adversário, pois só se afastou dela quando decidiu lançar candidatura própria. Hilton classificou como insossa a disputa do segundo turno e disse que a participação de Walter Pinheiro nos debates foi vergonhosa.
Ao falar da sua campanha, Hilton destacou o baixo investimento comparado ao dos outros candidatos e como ela ganhou as ruas. “Eu achei muito fácil esta campanha já que a gente sem recurso nenhum conseguiu metade dos votos de Antônio Imbassay”, comenta. Para Hilton esta eleição não teve um resultado melhor pois o PSOL é um partido novo e faltou tempo hábil para proporcionar a campanha uma reprodução maior.

Hilton Coelho critica a transposição do rio São Francisco

De acordo com o ex-candidato à prefeitura de Salvador, Hilton Coelho, o Governo Federal está deixando de ouvir diversos especialistas e conhecedores profundos do rio São Francisco ao insistir no projeto de transposição. Segundo Hilton este é um projeto que custará cerca de 5 bilhões aos cofres públicos mas, que beneficiará somente 4% da população que é formada por fazendeiros e grandes empresas do agro-negócio. Para Hilton, beneficiar estas empresas não seria muito rentável para o país, pois elas possuem isenção fiscal, praticam a monocultura e não gerariam muitos empregos já que a maioria das suas atividades é executada por máquinas. Hilton ainda afirma que com metade do dinheiro que será utilizado com a transposição, cerca de 80% da população do semi-árido seria beneficiada se o governo investisse em projetos para a construção de poços artesianos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Por Indira Naiara
Para Hilton Coelho, fazer política é muito mais que se candidatar a um cargo no governo ou pertencer a algum partido. Ser político é se envolver com os problemas da população, participar de movimentos sociais e discutir possibilidades de mudanças para a comunidade. Foi assim que o candidato à prefeitura de Salvador pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) começou a construir a sua carreira política, quando tinha 16 anos e fazia parte da militância política do Partido dos Trabalhadores.
Hilton permaneceu no PT até o ano de 2004, quando, por causa de divergências políticas, ele e alguns outros integrantes do partido decidiram criar o PSOL. Para Hilton Coelho, o PT foi muito importante na construção da sua visão política, mas quando conseguiu chegar ao poder, com Lula na presidência, tomou um caminho diferente dos seus ideais e os propósitos de mudança se perderam.
Hilton Coelho diz que se decepcionou com a administração petista, pois para ele, o partido deixou de governar para a população e passou a defender os interesses de grandes grupos de empresários. Hilton diz que se chegar ao governo não pretende instalar o socialismo no país, mas, sim, governar sob a ótica socialista, defendendo os interesses da população.
A sua primeira candidatura foi em 2006, quando concorreu ao governo do Estado. Nesta eleição ele teve apenas 1% dos votos. Hilton justifica o seu fraco desempenho ao fato de ser desconhecido, pois além de ser a sua primeira candidatura era também estréia do PSOL em eleições.
Mas em 2008, Hilton fez uma campanha surpreendente. Apesar de ter ficado novamente em último lugar, o candidato se tornou mais conhecido e o seu jingle de campanha caiu no gosto popular. A música fez tanto sucesso, que para a população o candidato Hilton Coelho se transformou em Hilton 50.
Para o candidato, sua campanha de 2008 teve um saldo muito positivo. Mesmo com pouco dinheiro para investir, já que foi uma campanha bancada somente por integrantes do partido, sem grandes patrocinadores, ele conseguiu metade dos votos do terceiro colocado, Antonio Imbassahy, que foi prefeito da cidade por duas vezes. De acordo com o candidato esta campanha foi muito gratificante, pois adultos e crianças faziam questão de falar com Hilton 50.
Após as eleições, Hilton continua a sua militância política. Ele aproveita o fato de ter ficado mais conhecido para mobilizar a população pela revogação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) que foi duramente criticado na sua campanha. Hilton diz que ainda é cedo para pensar nas próximas eleições, mas que devido ao seu desempenho nos debates ganhou uma confiança muito grande por parte da população que pede que ele se candidate a deputado estadual.

Perfil: trabalho da disciplina Oficina de Jornalimo Impresso 5º semestre

Mais um Bahia, mais um ano fora da série A.

Por Indira Naiara

Virou rotina para o torcedor do Bahia. A cada final de campeonato ao invés de comemoração o que vemos são lamentações. A nove rodadas para o fim da série B, o Bahia não tem mais chance de voltar à primeira divisão. Com isso, começa-se a busca por culpados. Mais um técnico já partiu. O quarto treinador do tricolor chega e recebe de presente um time sem motivação. A equipe ocupa o décimo primeiro lugar e está a onze pontos da zona de acesso. Não tem mais chance de subir, mas pelo menos parece que não vai cair.
É vergonhoso ver a situação do tricolor baiano nos últimos anos. Um time com um passado de glórias e que deste período o que restam são as lembranças e a torcida que sempre se manteve fiel. Desde 97, ano do primeiro rebaixamento de sua história, o Bahia não consegue se estabilizar. Título baiano? O tricolor não sabe o que é comemorar um desde 2001. Até a série C já foi visitada pelo clube.
O que fica bem claro é que a situação atual do tricolor deve-se a incompetência dos seus dirigentes. Pois se fosse bem administrado, o Bahia não estaria nestas condições. É um dos clubes que têm uma das maiores presenças de torcida em estádio, o que significa uma marca forte para atrair patrocinadores. Além de não utilizar bem esta marca os dirigentes deixaram de fazer algo importante para qualquer time que se considera grande. Aproveitar os atletas que vem das categorias de base. Mesmo que surja algum que se destaque, eles dão logo um jeito de vender por qualquer preço com a justificativa de que o clube está precisando de dinheiro.
A torcida protesta. Neste ano invadiram o Fazendão duas vezes e em uma delas houve pancadaria entre torcedores e jogadores. Mas, por mais que haja manifestações os caras não “largam o osso”. A única esperança de mudança ficou para 2011, ano para qual ficou acertado a mudança de Estatuto e a adoção de eleições diretas. Enquanto isso, 2008 acabando e o que podemos dizer: mais um Bahia, mais um ano sem títulos, mais um ano fora da série A e assim vão resumindo a sua história.


Artigo apresentado à professora Marlene Lopes da displina de Oficina de Jornalismo Impresso 5º semestre

Hilton 50 Critica a Política Econômica do Governo Lula


“O Brasil é uma espécie de imenso potencial andando de mãos dadas com a tragédia social”, afirma Hilton Coelho criticando a política econômica adotada pelo governo Lula. Para o ex- candidato à prefeitura de Salvador o país tomou um rumo errado na sua política econômica deixando de investir projetos sociais e abandonando a afirmação de sua soberania internacional, já que o Brasil junto com a Índia e com China era considerado um dos principais países emergentes.
Para Hilton Coelho, o Governo Federal peca especialmente quando deixa de investir em pesquisas científicas e citou diversos potenciais naturais do país a exemplo das terras agricultáveis, das reservas de água doce e da floresta amazônica.Hilton criticou principalmente a falta de investimentos em pesquisas na Amazônia que, de acordo com o ex-candidato, o país deixa de fazer diversas descobertas no mercado farmacêutico.

trabalho apresentado a professora Marlene Lopes de Oficina de Jornalismo Impresso 5º semestre