quinta-feira, 5 de março de 2009

“QUEM NÃO AMOU A ELEGÂNCIA SUTIL DE BOBÔ”

No dia 28 de novembro de 1962, nascia em Senhor do Bonfim o quarto filho de Seu Florisvaldo e de D. Tieta, Raimundo Nonato Tavares da Silva. Não ficou conhecido pelo seu nome de batismo, mas sim pelo apelido que ganhou da sua irmã Rita, que não sabia pronunciar o seu nome.
Bobô, um dos maiores ídolos do futebol baiano, começou a praticar o esporte muito cedo em times amadores, tanto que precisava da autorização dos pais para poder jogar. Iniciou no futebol profissional em um time de sua cidade chamado Bahia Jovem e jogou durante um ano na seleção de Senhor do Bonfim.
Com 17 anos fez um teste para a Catuense e foi aprovado. Jogou durante quatro anos no clube e foi eleito melhor meia-direita do estado por duas vezes.
Seu destaque no interior chegou até a capital e em 1986 veio para o Bahia, time do seu coração. No tricolor o craque dono da camisa oito viveu os melhores momentos de sua carreira. Foi tri-campeão baiano e conquistou o título mais importante do estado, o campeonato brasileiro de 1988.
Diante do Internacional de Porto Alegre, Bobô fez dois gols na Fonte Nova e com o empate sem gols no Beira Rio o tricolor baiano sagrou-se campeão e o meia foi eleito o melhor jogador do Brasil.
Ainda no Bahia, Bobô foi convocado para a seleção brasileira. Mesmo com uma passagem rápida e prejudicada por uma contusão, o atleta considerou a convocação muito importante, pois havia muito tempo que um jogador de um clube nordestino não era convocado.
Bobô se considerava um meia artilheiro e realmente era. Durante a sua carreira marcou 258 gols e entre eles têm alguns muito especiais. Além dos que foram marcados na final de 88, em 86 no jogo Bahia e Operário ele marcou um verdadeiro gol de placa e foi o homenageado pela ABCD. Foi o único atleta a receber uma homenagem por um gol bonito na Fonte Nova.
Bobô saiu do Bahia para o São Paulo em 1989 e foi a maior transação do futebol feita na época. Neste mesmo ano foi campeão paulista e vice brasileiro. Do São Paulo foi para o Flamengo onde jogou por apenas seis meses, mas suficientes para deixar a sua marca de conquistador de títulos. Foi campeão da Copa do Brasil e o artilheiro do time com 17 gols.
Em 1991 foi para o Fluminense do Rio de Janeiro, time que o seu pai torcia. No Flu, Bobô foi vice-campeão da Copa do Brasil, terceiro do brasileirão e campeão da Taça Guanabara.
Em 1993 Bobô volta ao futebol paulista jogando pelo Corinthians. Uma passagem muito curta onde conquistou o vice paulista. No segundo semestre do mesmo ano Bobô foi para o Inter –RS time que derrotou no campeonato brasileiro de 88.
Em 1995 de volta à Boa Terra, Bobô disputou o campeonato baiano pela Catuense e no segundo semestre voltou para o tricolor baiano onde encerrou a carreira em 1997.
Bobô saiu de campo mas nunca abandonou o futebol. Começou a trabalhar como apresentador na rede Bandeirantes, e vindo do craque não podia se esperar outra coisa a não ser o destaque. Foi muito elogiado e convidado pela empresa para ser comentarista na Copa da França.
Depois do trabalho como apresentador Bobô voltou ao Bahia como superintendente das divisões de base, setor do clube que andava meio esquecido. Seu trabalho no Fazendão foi muito importante, pois o Bahia voltou a conquistar títulos com os times de base e a revelar jogadores.
Como técnico passou por duas fases uma boa e outra ruim, mas mesmo assim não deixou de conquistar títulos. Foi campeão do Nordeste em 2002, último título do tricolor. O craque disse ter gostado muito de trabalhar como técnico e que ficaria muito feliz se voltasse a exercer o cargo.
Atualmente Bobô está de volta a TV apresentando o programa Esporte Total Bahia na Bandeirantes. Bobô diz se considerar muito mais um comentarista do que um apresentador e que gosta do trabalho por poder falar de algo que ele entende.
Dono de um toque de bola refinado capaz de inspirar até o mestre Caetano Veloso, Bobô diz se sentir realizado no futebol. Por onde passou conquistou títulos e admiradores e ainda hoje é lembrado por muitas pessoas e tido como ídolo até por quem nunca o viu jogar.

Perfil: trabalho apresentado as disciplinas de Língua Portuguesa e Oficina de Texto no 1º semestre

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